Serj Tankian – Elect the Dead

Você, caro leitor, que chegou a este ilustre blog de música progressiva com certeza já deve ter ouvido esse cara de nome estranho e não sabia disso.

Não irei falar de sua vida no System of a Down (ou SOAD) e sua curta vida de 5 álbuns junto com a banda que me introduziu (ui) esse mundo que é o rock. Irei deixar essa história para uma outra hora, talvez.

Após 2006, os integrantes do SOAD decidiram entrar em hiato (por alguma razão que ainda desconheço) para se dedicar a seus respectivos projetos solos. O backvocal e o baterista (Daron Malakian e John Dolmayan respectivamente) dedicaram a um projeto com musicalidade diferente do que faziam na sua antiga banda, algo mais pegajoso e simples (stone rock) e formou a banda Scars on the Broadway (outra excelente banda, se tiver vontade falo sobre ela). Shavo, o baixista, tomo um rumo AINDA mais diferente, um grupo de hip-hop. Ainda não tive oportunidade de ouvir e nem sei se já lançaram. Mas com certeza, nenhum projeto solo supera (desculpe Shavo) o álbum solo de Serj Tankian.

Esse é seu primeiro álbum solo, e o fez com a mesma empolgação do primeiro álbum junto com SOAD (palavras dele). Ainda rezo aos deuses armênicos pela volta deles.
Apresento a vocês Serj Tankian, ex-vocalista do SOAD e fez uma turnê de estreia acompanhado pela banda Flyning Cunt of Chaos (tradução para maiores de 16 anos). Serj produziu seu álbum em seu estúdio caseiro e fez o arranjo de todos instrumentos sozinho, excluindo a bateria. Vale lembrar que Serj é multi instrumentista: toca piano, violão/guitarra e baixo e outros instrumentos armênicos.

Empty Walls uma introdução pesada de guitarra que se torna em uma suave melodia de piano + guitarra acompanhada por uma batida leve da bateria, genial. Muitos fãs tiveram medo após ele ter anuciado que nesse álbum teria várias experiências novas com piano e melodias mais eruditas, mas Serj conseguiu juntar isso com um rock pesado perfeitamente. Para quem gosta, a letra também é politicamente correta, com várias críticas (como não podia deixar de ser pós SOAD) à política de guerra adotada pelo EUA. Não é a toa que essa música foi o single do álbum e o primeiro clipe exibido. Aliás, todos as músicas do álbum tem um clipe, só clicar no link no título da música. Para quem ver esse clipe, perceba as torres gêmeas de alfabeto caindo e fúria da criança.

The Unthinking Majority é outra música com uma introdução pesada de guitarra e vocal, que se torna mais calma depois, e isso ele consegue fazer muito bem. Essa combinação de vocal e guitarra é o melhor do Serj (o melhor vocalista do mundo atualmente). Clipe igualmente sensacional com o mesmo tom crítico da política norte americana.

Money é exatamente ao contrário das outras. Começa com uma melodia de piano para depois destruir seus tímpanos com refrão explodidor de cabeças. Eu amo introduções fodas, e essa é uma delas. Letra legal, música legal e piano sempre presente (excluindo logicamente, o refrão).

Feed Us é a única música que consigo tocar no violão, não que isso seja relevante mas vale como curiosidade. Quem marca presença aí é o violão acústico, bem equilibrado entre um ritmo pesado e outro. Refrão lindo muito bem feito, com uma parada no meio para voltar ao refrão pesado. Adoro essa mistura, vale apena conferir a versão acústica dessa música, tão linda ou melhor quanto.

Sky is Over se não me engano foi o segundo single lançado. Na minha opinião é a música com o melhor uso de piano do álbum. Se você ouvir você irá perceber quando o piano tocar rapidamente junto com a guitarra e logo depois um LA LA LA incrível do Serj, acompanhado por todos os instrumentos. Ainda consigo me empolgar mesmo ter ouvido dezenas de vezes a mesma mesma música, muito linda. Presta atenção no LA LA LA, você irá ouvi-lo mais vezes. Esses backvocals também são assaz interessante, incluindo pelo fato que o vocal É o backvocal. Clipe mais ou menas, mas vale a pena ver.

Baby, Baby Baby, my Baby. Nunca pensei que isso um dia poderia se torna uma música legal. Muito menos tão empolgante. Se lembra do LALALA? Ai está. Essa música usa todo potencial de sua voz, com repetições e duradouras “Leave alone”. E isso está longe de ser chato. Clipe bem ralé. Eu não disse que todos os clipes seriam, apenas que todas as músicas teriam clipes. Próximo.

Honking Antelope. Essa música tem algo que gosto muito, essa rapidez do Serj cantar calmamente e mudar rapidamente para algo mais rápido puxado para o Rap. Música sensacional também com riffs pesados e tudo mais, com um clipe lecal e letra bacana.

Lie lie lie. É uma música mais melosa e romântica (entenda isso como quiser, julgando pela letra). Tem um clipe meio pertubador mas… olha só, lá está um LaLaLa mascarado de Lie lie lie. Riffs pesados com uma bateria acompanhando muito bem, e depois um calmo Lie lie lie meio afeminado que não faço a miníma ideia de que canta. Seria o Serj?!

Praise the Lord and Pass the Ammunation é uma das minhas favoritas, por ser meio… diferente. Serj canta meio arrastado no inicio acompanhado depois com as onomatopeias características do Serj. E mais uma parte rápida do vocal sensacional que eu nunca conseguirei acompanhar na vida. Para quem ler a letra entenderá a rapidez desse refrão. E que diabos são esses sons no fundo? Mais um clipe meia boca, ou totalmente excelente para quem entende a abstração da arte (se é que há algum).

Beethoven Cunt é um título meio estranho para uma música tão foda. É uma das melhores do álbum. Se bem que… todas pode ser uma das melhores… sei la. Piano continua presente e guitarras pesadas mudando o tempo todo. Diminui o ritmo e fica mais suave para perto do final fazer um explosão de cabeças. Se isso fosse um gráfico, ele sairia do marco zero para exponencialmente aumentar numa velocidade absurda de empolgação. Empolguei demais nessa comparação. O clipe fica por sua conta.

E agora para acabar… IREI EXPOR MINHA INDIGNAÇÃO. PQP, porque todos álbuns de música, por mais pesada que seja a banda PRECISA DE UMA MÚSICA “MÉE”?! Sempre tem um música mais lenta e melosa, seja pantera, metallica ou… Serj Tankian. O que é isso?! Existe uma cota de músicas “méé” imposta pelas gravadoras em cada álbum produzido? O Serj nem tem essa desculpa, já que usou seu próprio estúdio. Cara, eu fico puto com isso. Elect the Dead é a musica “méé” que termina o álbum. O clipe… “méé”.

Ouça, independe se você goste de música leve ou pesada. Experimente pelo menos e aproveite o álbum bônus, que demorei meses para descobrir após o lançamento do original.
Para termina, Serj prometeu seu segundo álbum para o ano que vem e vem fazendo tour com uma sinfonia (sim, com direitos a violinos e a violons cellos) chamada POA (?). Já disse que depois de lançar esse novo álbum, irei rezar para deuses armênicos para o retorno de SOAD?

Artist: Serj Tankian
Title: Elect The Dead
Year: 2007
Bitrate: 320kbps
Size: 110MB

Track List:

1. Empty Walls
2. Unthinking Majority
3. Money
4. Feed Us
5. Saving Us
6. Sky Is Over
7. Baby
8. Honking Antelope
9. Lie Lie Lie
10. Praise the Lord and Pass
11. Ammunition
12. Beethoven’s C
13. Elect the Dead

Bonus:

1. Blue
2. Empty Walls (Acoustic)
3. Falling Stars
4. Feed Us (Acoustic)

Download

Ele também fez uma música muito boa (uma das melhores introduções que tenho na minha playlist) feita com cabeça de balde, vulgo Buckethead. Vale a pena perder alguns segundos procurando. “We are one” é a música.

Uma opinião sobre “Serj Tankian – Elect the Dead”

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