O patrocínio da música descartável


Estava assistindo à Music Television Brasil e confirmei minhas teorias sobre a situação da música atualmente. A música não é mais uma forma de arte genuína, agora se resume aos fechamentos de contrato e lucros. As gravadoras moldam seus produtos e a mídia encarrega-se de promovê-los.
A sessão de novos clipes na programação é um despejo de material de qualidade e procedências duvidosas. São sempre músicas de fácil assimilação – o pop – e vídeos estrelando homens com rostos depressivos ou então mulheres promíscuas dançando em festas. Nada inovador, que fuja do estereótipo e da fórmula de sucesso.
A parte gratificante de tudo isso é saber que o sucesso desses produtos é passageiro. Se hoje a revelação é a Lady Gaga e sua Poker Face, amanhã ninguém mais se lembrará dela. Nos anos 90, por exemplo, o sucesso comercial era o The Back Street Boys, que agora já caiu no esquecimento. E assim será com as bandas main-stream da atualidade.
Os verdadeiros artistas, que não são mais rentáveis, a mídia abandona. Mas estes não precisam dela, pois já se consagraram pelo que adicionaram à música. Artistas como Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Yes, Frank Zappa e outros que desistiram em épocas em que a mídia não era tão peçonhenta são eternizados por aqueles que amam a música.

Uma consideração sobre “O patrocínio da música descartável”

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