Resenha/Download – System of a Down – System of a Down

Se lembra dos meus posts pré-SoaD? Só clicar aqui e você verá todos eles. Depois de todo brabrabra chegamos ao final do pré.
System of a Down (SoaD) era uma semente em 1992 quando Daron encontrou Serj (ou vice-versa), ambos com antepassados armênios, ideias parecidas e pensaram:
– Velho, que tal cria uma banda?
Serj era um nerd que tinha saído de uma universidade de Markting e tinha um belo emprego como CEO de uma empresa, mas ele decidiu arriscar. E então os dois montaram uma banda nomeada Soil e… ninguém deu bola, uma jam e um show ao vivo e a banda acabou.
Shavo trabalhava em um banco e tocava baixo em uma outra banda, depois de ser convidado por Serj/Daron ele ficou encarregado de cuidar da parte financeira e mais tarde ficou encarregado de vez do baixo. Depois convidaram um baterista… e a merda estava feita.

John Dolmayan (o primeiro da esquerda) e sua cara imutável.
Durante os ensaios Daron (o principal escritor de letras do SoaD junto com Serj desde de então) escreveu um poema chamado “Victims of a Down”, e o grupo decidiu mudar o nome para System of a Down, porque ir contra o sistema é o maior legal.
Depois de uma demos gravadas, o grupo foi convidado pelo Rick Rubin, produtor da American Records, para fazer álbum de estreia. Para que não conhece, ele é o produtor de vários álbuns do Slayer (inclusive World Painted in Blood) e retorno triunfal do Metallica (Death Magnetic).
Nome politicamente correto ok
Gravadora dando sopa ok
Produtor milagreiro ok
Banda de armênios formada ok

Agora só falta o álbum:
Algumas curiosidades antes da resenha…
As letras, quando não são fáceis de entender, são para livre interpretação do ouvinte. Serj disse isso em uma entrevista uma vez, que não gosta de delimitar a imaginação dos fãs. Ele que se vire para interpretar, pois é como uma obra de arte e existem várias formas de interpretar. Ou seja, nós podemos ter diferentes formas de entender uma letra e as duas estão corretas. E isso é ótimo, porque SoaD é a unica banda que me fez me cadastrar em fóruns para debater… letras. E sendo assim, irei comentar pouquíssimas letras das músicas e focar na música.
O gênero do SoaD… é SoaD. Não existe algo que rotule a banda, e eles odiavam rótulos. Disseram que rotular (e eu concordo) é apenas para fins comerciais da gravadora. SoaD tem influências do folk armênio, da banda Faith no More, rapcore, metal e infelizmente é confundido com Nu Metal por nascer na mesma época. Mas… Velho, ‘cê realmente acha que eles se parecem com Likin Park ou Limp Bizkit? Enfim, não existe algo que defina SoaD, e rótulos não são importantes. E nem me venha com Rock Alternativo/Metal Alternativo.
E sendo SoaD uma banda foda, nem a foto do álbum pode ser algo leviano e comum. A mão do álbum (no fim do post) é tirada de um jornal comunista alemão. Ela significa a Mão com Cinco Dedos. Uns dizem que representa a mão dos que rebelam contra totalitarismo, outros dizem que significa a força do homem que tem em construir e destruir qualquer coisa. A mais correta pode ser, segundo palavras do Serj, “A mão para te foder”. Assim como as letras, você pode ter livre interpretação disso. E ainda acho que “rebelar” e “foder” podem ter o mesmo significado. É por isso que tenho uma camiseta desse álbum.
E a última consideração.. Esse álbum é altamente recomendável para quem conhece e gosta de SoaD. Não recomendo ainda a quem é iniciante, pode achar estranho demais e desistir. Depois faço uma resenha para esses noobs que ainda acham Likin Park incrível no mundo por juntar rap e rock.
Agora aperta play nessa bagaça e acompanhe a resenha:
“Suitee-Pee”, começa com uma guitarra frenética e depois algo mais “calmo” (se você considerar isso calmo) para entrada dos vocais. Como é o primeiro trabalho, da para perceber que é algo mais cru, se tratando de System.
Essa música está na minha lista de top de letras de SoaD, lembrando que letras não são importantes…
Existe mágica que o SoaD faz e irá fazer até o último álbum. Repetições fodásticas. 95% das repetições não são boas em uma música, mas SoaD consegue fazer com uma maestria incrível que mal da para perceber que é repetição (só percebi quando meu amigo disse).
E presta atenção na letra:

Try her philosophy
Try her philosophy
Try her philosophy, try
You die for her philosophy
Die for her philosophy
Die her philosphy, die

Morra filosofia, morra… Incrível velho, sonoramente isso fica incrível. Claro que cristãos devem odiar as letras de SoaD, mas conheço cristãos que gostam de SoaD.
Pegue a letra completa e não irá se arrepender. “Cause everyone needs, a mother.. “
“Know” começa com bateria em um ritmo que é completamente diferente do resto da música. Mudança toda hora o tempo todo é um característica de Soad, do calmo para a fúria com uma facilidade… graças também ao melhor vocal do mundo (não aceito discordâncias) . Quem consegue interpretar uma voz como Serj? O cara é um ator quando canta. Ritmo frenético com uma guitarra pesada, “Know” é também uma de minhas favoritas do SoaD.
“Sugar”, tem um belo riff grudento que irá fazer você cantar “Sugaaaaaar” por alguns dias. Temos a primeira aparição, ainda que tímida, do back vocal Daron. Daron só irá voltar cantar para valer nos dois últimos álbuns, que por coincidência ou não são os piores do SoaD(mesmo que sejam bom bagarais, mas para o nível da banda…). Acabei de soltar um Spoiler.
No final tem um belo jogo de vozes. Clipe sensacionalmente estranho.
“Suggestion” chega para acalmar os ânimos, primeira entrada acústica que temos. Mas se engana aquele que pensa que essa música seria calma. Existem picos de mais agressividade e outros de calmaria… e isso muda todo tempo. Porra, fantástico. Isso já no primeiro álbum.
“Spider”. Se lembram da regra “méé” que existe em todo álbum de música pesada? Essa música tem uma das letras mais lolcas do SoaD. É baseada em um sonho do Serj (dorgas?) em que tinha aranha em todas partes… enfim. Mas… como seria bom se as músicas “méé” fossem assim. É meio lenta e com um vocal meio melódico… Acho que é a música que mais exige da “interpretação” do Serj. Clipe igualmente perturbador.
“DDevil” está o baixo logo na intro, fazendo dupla com bateira. E agora reparei algo nas músicas.,. até agora não tem refrão nas músicas, onde já se viu isso? Continuando… Agora temos dupla de vocais com guitarra. Quem ouviu Elect the Dead já sabe que Serj é muito bom em fazer… Sons de onomatopéias. Um cara que interpreta, muda de voz toda hora e ainda faz onomatopéias?
Por isso pago tanto pau pro Serj. Por isso SoaD foi a primeira banda de rock que escutei e escuto até hoje. Não existe outra igual, e nem tem como. Velho, como foi emo esse parágrafo.
“Soil”, esse nome te lembra alguma coisa? Quem leu a mini biografia no topo do post sabe do que estou falando… Não existe muita coisa diferente… mais uma ótima música combando vocal/guitarra na hora do “don’t you, realize, that evil”. E termina de uma forma espetacular, não tem como não se empolgar.
“War?” é a mais famosa desse álbum. Não é a toa, foi a primeira música que gostei. Também é a unica música com um refrão, veja só. Deve ser por isso que tantas pessoas gostaram, é a mais parecida com que o se costuma a ouvir. Letra politicamente correta.
“Mind” é a música mais perturbadora, até mais que “Spider”… e isso é ótimo para criar um suspense que só acaba pelo 1:40. A música fica oscilando entre o suspense e o mais agressivo até o fim. Só achava que o final merecia ser melhor, mas combina com a música, eles devem saber o que fazem.
“Peephole” começa com um spoiler(tem pedaços do restante da música). Que é muito estranho, e ainda acho que deve ter algum sentido nisso. Uma música sem muita surpresa (para mim que já devo ter ouvido mais de 100 vezes, e isso não foi uma hipérbole). Queria ter um dispositivo que tirasse essa música da minha memória para eu ter a sensação de ouvi-la pela primeira vez. Eu invejo vocês.
“CUBErt” tem uma boa introdução, com a coisa que adoro, Serj+guitarra. E (felizmente) perpetua até o final da música. A letra como disse, é de livre interpretação, e não faço a mínima ideia de como interpretá-la.
“Darts” com uma pequena intro para entrada do vocal. Tudo normal até a parte que seu cérebro explode acostumado com o ritmo mais lento que ia até então. O meu explodiu algumas vezes até que pudesse me acostumar. No meio da música tem um efeito legal com relógio e algo como “clockman”. E é mais uma música que oscila muito bem entre o calmo e explode cabeças.
P.L.U.C.K” (Politically Lying, Unholy, Cowardly Killers) é uma música feita para a denúncia do genocídio armênio. Alguns falam quem existiram outros não. Mas se existiu de fato, foi o primeiro genocídio mundial com morte de mais de 1 milhão de pessoas. Ou seja, SoaD conseguiu muito bem informar sobre o genocídio, uma vez que eu não sabia e aposto que você que dormia na aula de história e também não sabia. Mais um ponto para o SoaD, captamos a mensagem. Porra, essa letra me da vontade de ser um socialista:

Revolution, the only solution,
The armed response of an entire nation,
Revolution, the only solution,
We’ve taken all your shit, now it’s time for restitution.

E, olha só, a maneira mais foda de cantar o nome da banda em uma música. Porra, nenhum hip-hop consegue fazer isso tão bem (desculpe Black Eyed Peas). Música extremamente fodástica (minha favorita do álbum) e ótima para terminar um álbum de estreia incrível.



Banda: System Of A Down
Álbum: System Of A Down
Gênero: Metal / Rock / Alternativo
Ano: 1998

Track List:

01. Suite-Pee
02. Know
03. Sugar
04. Suggestions
05. Spiders
06. Ddevil
07. Soil
08. War?
09. Mind
10. Peephole
11. Cubert
12. Darts
13. P.L.U.C.K.

5 comentários em “Resenha/Download – System of a Down – System of a Down”

  1. Muito boa a Banda.

    Infelizmente nos últimos discos, Daron é o vocal principal, e Serj praticamente virou back. Uma merda isso pois o vocal de Serj é épico.

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