Mama

É com muita satisfação que trago para vocês um dos melhores lançamentos de 2012 – senão de toda a história da música brasileira até o dia de hoje. Reconhecedores da polêmica e confusão que suas carreiras despertaram nos setores mais conservadores e – por que não? – moralistas da sociedade brasileira, MC Catra e Valesca (a popozuda) lançam,enfim, uma música sem palavrão. A dupla abandonou o ritmo característico do funk carioca e partu para um som mais família, para tocar no almoço de domingo à tarde antes do futebol. Aqueles familiarizados com o trabalho dos dois ídolos do funk carioca antes desta reforma em busca de menos conflitos perceberão o lirismo, o romantismo e a paixão expressos na letra. Refrão divino, como que se fosse cantado por um coral de anjos. Com certeza o gênio destas duas lendas da música contemporânea brasileira está muitíssimo atento para o cenário musical nacional e demonstra que limites entre gêneros musicais não existem quando um artista é versátil e habilidoso. As palavras aqui talvez não consigam fazer juz às ideias, mas “evolução” e “transcendência” conseguem pelo menos chegar perto daquilo que esta música representa. A musa dos cabelos louros e popozão avaliado em milhares canta calmamente, sua voz soa leve e etérea; já Mc Catra com sua voz rouca e potente sussura no ouvido do ouvinte, causando arrepios àqueles que ouvem com fone de ouvido. Logo de início, na introdução, Valesca entrega uma estrofe com rimas em todos os versos – a musicalidade é esbanjada. Enfim, está aqui,cavalheiros, uma obra prima do pagode brasileiro.

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