King Crimson e o fim

Embora em uma composição pobre, excetuando-se, claro, a originalidade inerente a qualquer som próprio da banda, o efeito pastiche de um new metal genérico de virada do século é exatamente o que o King Crimson objetivou nesse som: foi uma composição propositadamente empobrecida, para se demonstrar a penúria a que os músicos criativos são submetidos pela indústria, isto é, a uma limitação da estrutura, para conter teatro banal  de refrão cativante. Chega a ser irritante!

De uma das bandas de mais tradição no rock, um diagnóstico sobre o atual estágio das demandas do público ouvinte.

Só mesmo em épocas assim é que álbuns tão xexelentos quanto Songs for the Deaf, do TQOTSA,  podem ser aplaudidos como um dos melhores da década.

Enfim, a música – ou a vida, para esses assuntos, têm potencial para serem uma maravilha, até que sejam chutadas na cara pela inabalável voadora da Realidade, subsidiadas certamente pelo grande dedo do meio do Sistema.

 

 

Uma opinião sobre “King Crimson e o fim”

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