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De por que The Cure é um lixo

 Ouvir o The Cure é como ter uma aula sobre “o que não escrever sendo letrista”. Primeiro que o infeliz gosta de achar que está falando por todos e usa o pronome pessoal “nós” para destilar as desesperanças próprias da sua alma desencontrada. A relevância da banda talvez esteja justamente nisto, em conseguir motivar uma legião de fãs a orbitarem em torno de um buraco negro que suga e nada dá em troca. Noite eterna, fria, sem lembranças. Nereida parasita de energia vital. Vampirismo.

A receita desta criação artística é simples, eu dou a chave: banhe-se na sua própria tristeza, meditando e maximizando seu próprio desespero. Se “a arte como criação é a essência da magia”, então você compõe sua música e como consequência cria uma nova alma ao sublimar sua inquietude, que foi real, expressando-a através da criação. Por fim, aqueles que se identificam com a criação lhe abençoam o nome, e você receberá seu share de orações.

O empresário recomenda “resigna tu e esforça-te apenas para sofrer, grava o CD e regozija com a fama.” Também pudera, a produção é top. A violência da batida eletrônica em “One Hundred Years” e o desespero do riff áspero da guitarra são de arrepiar. Inovadores sonoros, sem dúvida.

Mas se superar o niilismo é “acender uma luz sobre as trevas da mera existência” então a obra de um homem que canta “All alone we’ll die one after the other/… Waiting for the death blow” não se conserva para o Terceiro Milênio. Uma legião de fãs que se identificam com tais temas é apenas o atestado do desespero existencial instalado na população mundial captado pelo termômetro da música pop. E tenho dito.

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Não

King Crimson e o fim

Embora em uma composição pobre, excetuando-se, claro, a originalidade inerente a qualquer som próprio da banda, o efeito pastiche de um new metal genérico de virada do século é exatamente o que o King Crimson objetivou nesse som: foi uma composição propositadamente empobrecida, para se demonstrar a penúria a que os músicos criativos são submetidos pela indústria, isto é, a uma limitação da estrutura, para conter teatro banal  de refrão cativante. Chega a ser irritante!

De uma das bandas de mais tradição no rock, um diagnóstico sobre o atual estágio das demandas do público ouvinte.

Só mesmo em épocas assim é que álbuns tão xexelentos quanto Songs for the Deaf, do TQOTSA,  podem ser aplaudidos como um dos melhores da década.

Enfim, a música – ou a vida, para esses assuntos, têm potencial para serem uma maravilha, até que sejam chutadas na cara pela inabalável voadora da Realidade, subsidiadas certamente pelo grande dedo do meio do Sistema.

 

 

(Best of 2011)Meus álbuns favoritos de 2011

Até dois anos atrás eu sempre fui um daqueles adolescentes saudosistas que babam ovo para o passado. Para mim, a década de 70 era a melhor,ao meu ver, naquela época não existia música comercial, a música daquela época era arte verdadeira, enquanto a cena musical atual, em que eu vivia, era sempre a pior, comercial e pobre.  Em especial, eu adorava odiar a música eletrônica: como putz putz pode ser música?; como uma música feita para dançar e ser curtida nas pistas pode ser levada a sério? Obviamente eu estava errado. Tomei contato com bandas atuais  tão boas quanto os clássicos, às vezes chegando até a os botar no chinelo. Já escrevi um ou dois posts sobre isso.

Então, para me manter mais atualizado na cena musical atual, perceber como os novos estilos surgem e evoluem, decidi,no começo desde ano, acompanhar vigorosamente os álbuns que seriam lançados. O resultado está aqui. Uma lista modesta dos meus favoritos do ano.

Formato: Posição –  Artista – Álbum   Gravadora / Gênero

#1. –  Andy Stott – We Stay Together   Modern Love / Dub Techno + Dubstep

Andy Stott - We Stay Together
Andy Stott – We Stay Together

                                                                                                                                                                                                      

               Antes de conhecer Andy Stott, tinha quase certeza de que o álbum do ano seria Hash-Bar Loops do DeepChord. A única concorrência ameaçadora era Biophilia da Björk (que nem está na lista, foi uma das decepções de 2011).

Andy Stott surpreendeu.  Nunca imaginaria que o dub techno poderia soar tão escuro, infernal e lamacento quanto as faixas de We Stay Together e Passed me By.

#1½. –  Andy Stott  – Passed me By   Modern Love / Dub Techno + Dubstep

Andy Stott - Passed me By
Andy Stott – Passed me By

                                                                                                                                                                                                                              


#2.  –  Deepchord – Hash-Bar Loops   Soma Records / Dub Techno

Deepchord- Hash-Bar Loops
Deepchord – Hash-Bar Loops

Produzido à base de Field recordings captados em diversas localidades de Amsterdã ( na janela do quarto, perto de lagos, no centro movimentado, em becos, ao lado de pessoas conversando em baladas) e hipnóticos loops estonteantemente repetitivos, Hash-Bar Loops funciona como uma viagem canábica pela vida noturna de da cidade.

#2½.  –  Deepchord – Hash-Bar Remnants Pt2  Soma Records / Dub Techno

DeepChord - Hash-Bar Remnants Pt2
DeepChord – Hash-Bar Remnants Pt2


# 2¾–  Deepchord – Hash-Bar Remnants Pt1  Soma Records / Dub Techno

DeepChord - Hash-Bar Remnants Pt1
DeepChord – Hash-Bar Remnants Pt1

# 3.  –  Grouper – A I A : Alien Observer Yellowelectric / Drone Folk + Dream Pop

Grouper - Alien-Observer
Grouper – Alien-Observer

“look into the night sky
looking towards the big lights
looking out to be free
suddenly something passes by my window
i feel it in the darkness
i get to feel it sometimes
following the street lamps
wondering how were ever meant to hide
going to take a spaceship
fly back to the stars
alien observer in a world that isnt mine”

#3½. –  Grouper – A I A : Dream Loss Yellowelectric / Drone Folk + Dream Pop

Grouper - Dream Loss
Grouper – Dream Loss

#4. – A Winged Victory For The Sullen  –  A Winged Victory For The Sullen  Kranky / Modern Classical + Drone

A Winged Victory For The Sullen
A Winged Victory For The Sullen

Colaboração entre Adam Wiltzie (Stars of The Lid) e Dustin O’Halloran. Delicado e melancólico, soa como Stars of The Lid com mais influências clássicas, demonstradas pelo piano e violino, que roubam a cena sobre os drones orquestrais.

#5. – Nicholas Szczepanik  –  Please Stop Loving Me  Streamline / Drone

Nicholas Szczepanik - Please Stop Loving Me
Nicholas Szczepanik – Please Stop Loving Me

Álbum de uma única faixa. 47 minutos de drone etéreo e melancólico.

#6. – Blanck Mass  –  Blanck Mass  Rock Action Records / Drone + Noise

Blanck Mass

Projeto paralelo de um dos hipster do Fuck Buttons. Sons relaxantes, multicoloridos e cheios de texturas e camadas.  As músicas evoluem calmamente: iniciam pacatas e simples até explodirem em dimensões gigantescas e preencherem os ouvidos com drones, loops de piano, vento, melodias distantes  e várias camadas de som.  Álbuns como esse me deixam imaginando como tamanha beleza consegue ser transmitida através de tanto barulho e aspereza.

#6.  – Anthony Paul Kerby and Tomas Wiss  –  Distant Shadows  Construct / Ambient

Anthony Paul Kerby and Tomas Weiss - Distant Shadows

Tá vendo essa imagem? Queria ir lá? Só ouvir o álbum e fechar os olhos.

#7. – cv313 –  Seconds to Forever  echospace [detroit] / Dub Techno

cv313 - Seconds to Forever
cv313 – Seconds to Forever

#8. – Tim Hecker  –  Ravedeath,1972  Kranky / Drone + Noise

Tim Hecker -  Ravedeath,1972
Tim Hecker – Ravedeath,1972

#10. – Kassem Mosse  –  Enoha EP  Nonplus Records / House

Kassem Mosse - Enoha EP
Kassem Mosse – Enoha EP

#11. – Colin Stetson – New History Warfare Vol. 2 Judges   Constellation / Avant-garde Jazz

Colin Stetson - New History Warfare Vol. 2- Judges
Colin Stetson – New History Warfare Vol. 2- Judges

Colin Stetson pegou um saxofone barítono, colocou 26 microfones no seu interior, convidou umas cantoras e pediu para elas ficarem falando sobre vilas antigas, tristeza e cavaleiros medievais enquanto ele improvisava. Simples e muito efetivo.

#12. – Oneohtrix Point Never  –  Replica  Software / Electronic

Oneohtrix Point Never  - Replica
Oneohtrix Point Never – Replica

#13. – SBTRKT –  SBTRKT  Young Turks / Future Garage

SBTRKT - SBTRKT

#14. – James Blake  –  James Blake  Universal,Polydor / Future Garage

James Blake

#15. – Pete Swanson  –  Man With Potential  Type,Type / Noise + Techno

Pete Swanson - Man With Potential
Pete Swanson – Man With Potential

Pete Swanson é um dos caras por trás duo de drone e harsh noise Yellow Swans. Em Man With Potential, arrancou toda melodia existente no Techno tradicional e enfiou ondas de barulho no lugar. O resultado é um techno destruído,deformado e insano.

#16. – Cokiyu – Your Thorn   flau / Twee Ambient

Cokiyu - Your Thorn
Cokiyu – Your Thorn

Álbum fofo. Vocais femininos que parecem ser cantados por uma criança acompanhados por melodias felizes e inocentes. Coisa para se ouvir deitado na grama, em uma tarde ensolarada, com alguém especial ao lado. ^^

#17. – Girls’ Generation  –  The Boys  S.M. Entertainment/ K-Pop

You Mad,bro?

As meninas do Girls’ Generation cresceram. Não é exagero chamar de “Women’s Generation” .  Com menos inocência e aegyo e mais glamour e sensualidade, elas agora buscam dominar o mundo ocidental. YOU MAD,BRO?

#18. –  Death Grips  –  Exmilitary  Third Worlds / Hip Hop + Rock

Death - Grips-Exmilitary

 

“I FUCK THE MUSIC, I MAKE IT CUM

I FUCK THE MUSIC WITH MY SERPENT TONGUE

#19. – Gang Gang Dance  –  Eye Contact  4AD / Synth Rock + Psychedelic Rock

Gang Gang Dance - Eye Contact
Gang Gang Dance – Eye Contact

“I can hear everything. It’s everything time”

“My personality is bigger than yours”

“Almost all people are dumb. Ever seen people go into a restaurant to order food? They don’t even want to eat food. They come in because it’s time to eat. They’re not even hungry. The more I think of humanity, the less I want to think of them.”

Oh so fucking clever. Argumentação muito bem embasada. A leitura que faço é a seguinte: o nosso querido bêbado bukowski acha que as pessoas não vão em restaurante porque querem comer.Não,não,não. Quem sente fome na hora do almoço? Só ovelhas burras e alienadas que seguem o sistema e suas ordens pré-determinadas! Óbvio! Inteligente mesmo é ele, que almoça só na hora do chá da tarde e é diferenciado!

“Ah! Como eu não gosto da humanidade, são todos burros! Deus,como sofro! Odeio-a tanto que me dou ao trabalho de escrever sobre ela pra dizer que eu não gosto de pensar nela! Ah,agonia!!

Alguém leva esse cara a sério?

Coisa de que mais tenho raiva são essas pessoas que, em tudo, acham motivo para se acharem superiores: “hurr durrr olha essa massa de gente burra e alienada assistindo à Globo, bando de ovelhas”, ” herp ele ouve funk, música de favelado. o negócio é ouvir Chico Buarque derp”. E esse texto não é contraditório. É um texto lixo, eu sou lixo, você é lixo. Não sou melhor que ninguém, nem você é. We’re the same decaying organic matter as everything else.

E olha eu quotando Fight Club…

Música brasileira

Modernizar o passado
É uma evolução musical
Cadê as notas que estavam aqui?
Não preciso delas!
Basta deixar tudo soando bem aos ouvidos

Chico Science & Nação Zumbi

“[…]o brasileiro, ele não tem a tendência de buscar esse passado cultural com a ideia de buscar alguma coisa no futuro. O brasileiro não enxerga o futuro propriamente dito a partir dessa cultura.Tanto que a referência disso é que aqui no Brasil a gente não tem obras de ficção científica,por exemplo.Ninguém olha para o futuro. As pessoas só olham para o passado, ou do presente para o passado[…]”

Musicalmente, o que é ser brasileiro? O que é música brasileira? É ter aquele espírito brejeiro? É recitar serenata ao pé da janela da amada? É compor letra exaltando o samba? É a trilha sonora para um passeio no calçadão de Copacabana, vendo o pôr do Sol com a namorada?

Quais as alternativas de brasilidade musical atualmente? O que vejo divulgado na mídia é que para ser genuinamente verde e amarelo o artista contemporâneo deve retomar os valores de décadas passadas e não ir além da bossa nova, do chorinho, ou do samba, num anacronismo que deixa a cena musical brasileira estéril.

Anacronismo porque, ao meu ver, a arte deve captar o que está à sua volta. O que vejo, porém, é Maria Rita imitando a mãe dela, Casuarina tocando standard de décadas passadas, Chico e Caetano velhos saudosistas, vivendo e compondo no passado. E estéril porque,como disse Lobão, cuja música eu não gosto, mas com cujas opiniões concordo bastante:

“Sabe como eu penso assim… Em 77 saiu o Bye Bye Brasil, e eu fui ver o Bye Bye Brasil. Antes tinha um curta onde aparecia o Chico Buarque muito nostálgico, muito melancólico, dizendo assim: ‘Eu sinto falta na juventude de hoje, sabe, de uma doçura, de um brejeiro, das serestas, das serenatas… Cadê o povo? Cadê os jovens? Cadê os rapazes fazendo serenata pras meninas no sobrado? ‘. Aí eu pensei: ‘Porra! Mas a minha namorada mora no 16º andar! Como é que eu vou MEU AMOOOOOOR! Vai tomar no cu, né rapá! Isso é uma letra morta!”

Se Casuarina, Elis Regina, Diogo Nogueira ou qualquer outro artista que seja influenciado por Samba, Bossa Nova ou outro gênero da MPB realmente ama tanto assim “os eternos”, por que eles então não se inspiram com o mesmo espírito revolucionário de seus mestres e criam algo verdadeiramente novo?Afinal, se Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Cartola e etc são lembrados até hoje, é porque no passado romperam com o padrão e propuseram novos caminhos para a música, e não apenas ficaram fazendo cover de seus antepassados.

“[…]O brasileiro, ele pra se achar brasileiro, ele tem que pegar o vizinho, geralmente o mais antigo. ‘Esse cara é brasileiro?Então eu vou copiar ele’ […]”

Há quem diga, entretanto, que o papel destes artistas é de “restaurar” tradições, de modo a tornar acessível aos mais novos o legado musical dos “eternos”. No perfil do Last.FM do Casuarina, lê-se o seguinte:

“[…] o grupo faz parte de uma geração que, carente dos gêneros mais tradicionais e representativos da música popular brasileira, começou a ouvir, pesquisar e consumir os sambas que um dia construíram a identidade musical brasileira, mas que há muito tempo estavam desprestigiados.”

Porra!Que coisa reacionária. Se a proposta da banda é restaurar tradições, é porque atualmente alguma coisa não está indo de acordo com o modo que era no passado, e se não está indo de acordo é porque nossa sociedade vive um contexto diferente, porque os anos passam e porque as coisas mudam! Restaurar tradições é querer voltar no tempo.

Para compor música brasileira atualmente há duas opções: transformar o presente em uma manifestação estéril e anacrônica de um passado glorioso ou buscar novos caminhos com perspectiva direcionada ao futuro. Qual o mais fácil, mais sem graça, mais inútil, mais medíocre e também o mais adotado pela grande massa de músicos brasileiros? Sim, a primeira opção.

E nessa questão, o purismo é soberano, como se só fossem influenciados pelo Samba, Choro e etc aqueles que os emulassem de forma exata aos padrões já existentes. Quem me diz que (e agora eu começo a propor artistas brasileiros inovadores) SouKast não tem influências de Samba?Digo mais, quem diz que Soukast não tem influências de ritmos nordestinos, de Bossa Nova, de Choro, da música indígena? Tudo isso está presente e misturado na música da dupla, que ao mesclar os já citados estilos com música eletrônica, rock e experimentações percussivas, desenvolve uma inédita abordagem da música brasileira.

“O nome do projeto é SouKast. Eu gosto de chamar de ‘música experimental percussiva brasileira’ ou música contemporânea.”

Quem diz que Maria Rita é mais brasileira que Satanique Samba Trio, uma banda que mescla samba, jazz, bossa nova e rock, criando experimentações atonais de vanguarda, intrincadas e, por que não?, revolucionárias.

“Na verdade o que eu busco é incorporar elementos dessas influências que são banidos do Samba, da MPB em geral. Por exemplo: dissonância de quinta menor; estrutura rebuscada; distorção; ritmos compostos. São na verdade aspectos da música universal que eu to trazendo pro samba para, digamos assim, estragá-lo.”

Grandes são esses artistas que não se rendem à ditadura da brasilidade fogem do lugar comum. Vivamos nossa época, minha gente!

“A cena musical atual é uma bosta!”

Fico puto quando ouço comentários desse tipo. Sempre vêm daquelas pessoas que são viúvas dos anos 50,60,70 ou 80: só ouvem Led Zeppelin, Black Sabbath, Hendrix, Guns and Roses,Jerry Lee Lewis e  acham  que só é bom o que é do passado, mesmo que não conheçam 10% do que rola no cenário musical atual.

Claro, a indústria musical hoje em dia é peçonhenta e nos enche o cu a todo momento com porcarias, tipo Paramore,Justin Bieber, etc (só veio 2 exemplos na minha mente no momento, mas vocês sabem do que eu tô falando: tá cheio de lixo por aí).

Mas não é só por isso,porém, que você, fã de hard rock e heavy metal e outras bandas mesozóicas, vai falar que não tem banda boa na atualidade. Isso é o cúmulo do saudosismo musical.

Boredoms:

Já ouviram falar de Boredoms? É uma banda psicodélica japonesa, formada em 1986, mas que continua ativa, criando coisas boas até hoje, e por isso tá nessa lista.  Ó eles aqui:

O cara de dreads e boné,tocando 7 guitarras conectadas entre si, em frente a uns aparelhos eletrônicos, que também são tocados por ele, é o vocalista principal da banda.E os outros membros tocam 1 kit de bateria cada um.

Isso,somado às eletronices, dá uma intensidade de som sem igual.

Eles já até fizeram uma apresentação com 77 ( SETENTA E SETE!) bateristas tocando juntos.

Animal Collective:

Animal Collective é uma banda que conheci recentemente e cresceu dentro de mim de uma forma tão rápida que já se tornou uma das minhas preferidas. Foi formada em 2000 e tá ativa até hoje. Seu som é psicodélico, mas notem que não é psicodélico à la anos 60, é moderno. E além de o ser, é inovador, sendo para mim uma das bandas mais pirocudas dos anos 00.

A versatilidade dos membros da banda é incrível também: Geologist é o cara que fica nos samplers e eletronices mais constantemente, mas em algumas músicas também vai pra percussão e vocal; Avey Tare é o principal vocalista, que também toca guitarra e eletrônicos; Panda Bear é o percussionista principal, mas também fica nos eletrônicos; e Deakin, que toca guitarras e faz o vocal também.

Koenjihyakkei:

Koenjihyakkei é um projeto do baterista  japonês Tatsuya Yoshida, que também tá envolido em uma caralhada(leia-se : muitas mesmo) de outras bandas. Koenji é,talvez, seu projeto mais conhecido (concorrendo com Ruins, um duo de baixo e bateria).

O som da banda é avant-garde,com influências óbvias de free-jazz, e louvor declarado à banda francesa de Zeuhl, Magma.  A formação da banda tá em constante mudança, mas a que eu mais gostei foi a do álbum Angherr Shisspa, com uma saxofonista, uma vocalista de canto lírico, uma pianista, uma baterista e um baixista – guitarra é coisa do passado.

Todas as bandas que mostrei aqui (daria pra postar até mais) são de atitude, inovadoras, subversivas. Não são iguais às outras bandas atuais meia-boca que são consideradas boas porque têm uma pitada de Led Zeppelin, um pouquinho de Nirvana e etc.

São únicas, têm tudo que os saudosistas dizem  que as bandas atuais não têm. Por que dizem ?  Porque é mais fácil ficar falando sem conhecer do que ir pesquisar além do mainstream bandas que realmente pirocudas e,quiçá, admitir que são melhores que os “dinossauros do rock”.

“Haters gonna hate”